top of page

Técnicas de Regulação Emocional: Estratégias para Melhorar a Regulação Emocional

Foto do escritor: Marcelino Marques
Marcelino Marques
11 de ago.
2 min de leitura

Regulação emocional é um dos módulos centrais da Terapia Comportamental Dialética (DBT), desenvolvida por Marsha Linehan. Na prática clínica, é também uma das áreas em que mais recebo pacientes buscando ajuda: pessoas que sentem que as emoções — raiva, ansiedade, tristeza — chegam de forma intensa e difícil de conter.


Regular uma emoção não significa suprimi-la. Significa reconhecer o que está sendo sentido, entender a função daquela emoção naquele contexto e escolher uma resposta, em vez de reagir no piloto automático. A DBT organiza isso em algumas habilidades específicas, que costumo ensinar de forma gradual em acompanhamento.


A primeira é observar e nomear a emoção com precisão. Muitas vezes chamamos de ‘ansiedade’ sensações que, na verdade, são irritação, vergonha ou frustração. Nomear corretamente já reduz parte da intensidade emocional, porque envolve uma área do cérebro ligada à racionalização da experiência.


A segunda é entender a função da emoção: toda emoção comunica algo e prepara o corpo para uma ação. O medo prepara para fugir ou evitar; a raiva, para se defender. O problema não é sentir — é quando a ação impulsionada pela emoção piora a situação a longo prazo. Aí entra a terceira habilidade, chamada de ação oposta: quando a emoção não é justificada pela situação ou quando agir conforme ela só traz prejuízo, a pessoa aprende a agir de forma oposta ao impulso emocional — por exemplo, se aproximar em vez de evitar, quando o medo não corresponde a um risco real.


A DBT também trabalha a prevenção: reduzir a vulnerabilidade emocional cuidando de fatores básicos como sono, alimentação, atividade física e uso de substâncias. Pode parecer simples, mas dormir mal ou pular refeições aumenta muito a reatividade emocional — é mais difícil regular uma emoção intensa quando o corpo já está no limite.


Essas habilidades não substituem o acompanhamento individual — na DBT completa, elas são ensinadas e praticadas ao longo de várias sessões, com apoio direto do terapeuta. Mas conhecer essa lógica já ajuda a entender por que certas reações se repetem e onde é possível intervir. Se você sente que suas emoções têm tomado decisões por você com mais frequência do que gostaria, uma avaliação com um profissional pode ajudar a identificar quais dessas habilidades fariam mais diferença no seu caso.


Ficou com alguma dúvida sobre este tema ou quer agendar uma conversa? Fale comigo pelo WhatsApp.

Comentários


bottom of page